Eis a questão: Ser ou não ser moderno? Jamais.
Um ponto de partida para se pensar cultura é analisar suas relações com a sociedade, e, cada vez mais, nesse cenário globalizado em que estamos vivendo, com as mídias e novas tecnologias. Talvez, à primeira vista, isso pareça impessoal, tanto quanto mecânico, mas, ao contrário, fruto de sua própria dinâmica, a cultura ampliou seu conceito e seu horizonte, sendo vista e compreendida como elemento fundante do ser humano. Vemos nascer uma nova sociedade, um novo ser, numa velocidade intensa, mais veloz do que a de um cometa, que a principio poderia nos deixar atônitos pelas reações que provocam e pelas situações com as quais nos deparamos, mas, segundo um teórico da Semiótica da Cultura (que folheava esses dias), Iuri Lotman: "toda obra de arte inovadora é elaborada pelas influências e expirações de um modelo tradicional.". Assim o velho se faz novo e o novo é sempre a continuação de um ontem. Nada parte do vazio? Tudo pode parecer muito novo, sem a ancoragem de gran...