Mais uma vez Flamengo
A manhã em Lima pareceu despertar antes de todo mundo. O sol, ainda tímido, riscava de ouro o céu andino quando o Brasil inteiro começou a pulsar no mesmo compasso vermelho e preto. A cidade peruana, acostumada ao movimento dos turistas e ao silêncio das montanhas, descobriu naquele dia que existe um barulho que não se explica: o barulho do Flamengo disputando uma final de Libertadores. Era a quarta conquista. O tetra. Um feito que só o Flamengo, com sua fé quase religiosa, com sua legião de devotos espalhados pelo mundo, parecia capaz de alcançar. E cada passo dessa caminhada tinha nome, suor e história, especialmente a determinada trajetória de Luiz Felipe, que chegou desacreditado por alguns, escanteado por outros, mas movido por algo que sempre deu sentido ao futebol: a obstinação em permanecer de pé quando o jogo insiste em nos derrubar. Luiz Felipe não era só um jogador; era um capítulo vivo daquelas viradas que só o Flamengo sabe escrever. Carregava nas chuteiras a memória das c...